A segunda conferencista do dia, Heloisa Fischer, trouxe uma reflexão sobre a comunicação como dispositivo de disseminação do anúncio da realidade do planeta, entendendo o clima como uma questão transversal que inviabiliza o bem viver. Por isso, esse tema precisa ser trazido para a frente da comunicação, desenvolvendo uma consciência e uma…
A segunda conferencista do dia, Heloisa Fischer, trouxe uma reflexão sobre a comunicação como dispositivo de disseminação do anúncio da realidade do planeta, entendendo o clima como uma questão transversal que inviabiliza o bem viver. Por isso, esse tema precisa ser trazido para a frente da comunicação, desenvolvendo uma consciência e uma comunicação crítica que levem essa realidade para dentro da espiritualidade cristã e tragam coragem para o anúncio e o debate deste tema.
Suas reflexões foram contextualizadas em quatro aspectos:
Crise climática e espiritualidade católica
“A gente não pode normalizar e tratar como uma consequência inevitável o que está acontecendo sob a nossa guarda.”
A Igreja possui um papel-chave para o ponto de virada, à medida que propaga valores e combate comportamentos de egoísmo, ganância, apatia e falta de compromisso na sociedade.
Ela age como protagonista, com fiéis e agentes que possuem coragem para transformar, ousadia para evidenciar e converter as más ações por meio da conversão espiritual e da responsabilidade com os mais fracos.
Comunicação, esperança e clareza
Uma comunicação que traz esperança é a que mostra a raiz do problema e busca transformar à luz da verdade, examinando responsabilidades, iluminando quem perdeu a rota e restaurando a harmonia.
Nesse sentido, a esperança e a comunicação curam relações dilaceradas: a relação com a criação, com Deus, com a sociedade e com o ambiente onde habitamos. A misericórdia que move os comunicadores cristãos não se permite dar por perdida esta luta.
Isso porque não é uma esperança ilusória, mas uma esperança ativa, que tem um caminho de ação e uma prática, uma perspectiva inter-religiosa que age no todo e com todos para trabalhar uma reconexão que conecta, que vê claramente, que comunica com intenção e facilidade de chegar aos receptores com verdade, empatia, respeito e solidariedade, indo ao encontro das mensagens que fragmentam a urgência deste tema.

Linguagem simples para mensagens claras
Para alcançar e combater esses desafios, é essencial o uso de uma linguagem simples, que utiliza causas, técnicas e cultura, como Jesus usou nas parábolas, para que a população tenha o direito de entender.
Para padronizar essa clareza, os organismos têm princípios e diretrizes relevantes que atuam de modo integrado.
“Por isso a comunicação deve priorizar o leitor, considerando o que os leitores querem e precisam saber; seu nível de interesse, conhecimento e literacia; e o contexto em que os conteúdos são usados”, aplicando essas diretrizes no texto, na estrutura e no design.
A Pascom como Amálgama
Como facilitadora desse processo, a Pascom tem a responsabilidade de integrar a comunicação, a espiritualidade e a ação, facilitando o acesso ao diálogo e à transversalidade, aprimorando a mística do comunicador e criando espaços de acolhimento e engajamento em ações para adaptar a vida comunitária e paroquial.
Sendo assim, a Igreja (Pascom) deve ter como bandeiras a clareza, a empatia, a coragem e a caridade, atuando diante dos desafios à frente, ajudando as comunidades a enfrentar desafios, a se recuperar das dificuldades e a renovar o que foi desgastado.

